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Infecção Urinária do Idoso

Saiba a causa e como tratar

Infecção Urinária do Idoso

A infecção do trato urinário (ITU) é a infecção bacteriana mais comum na população idosa, responsável por 8 milhões de consultas médicas por ano e por um milhão de procuras a serviços de emergência por ano nos Estados Unidos. 

A ITU pode comprometer o sistema genitourinário baixo, alto (rins) ou ambos. Varia desde bacteriúria assintomática (presença da bactéria, mas sem causar nenhum sintoma) até infecção urinária grave com necessidade de internação hospitalar.

A diabetes mellitus com necessidade de uso de insulina, o uso de creme de estrogênio no último mês e cálculo renal são fatores de risco sistêmicos para infecção urinária na mulher idosa. Na mulher na pós-menopausa, os fatores de risco locais para ITUs de repetição são: ITUs pregressas, incontinência urinária, presença de cistocele e resíduo miccional. Já nos homens idosos, a demência, a incontinência urinária e fecal, e uso de cateter vesical invasivo ou não-invasivo são os principais fatores de risco para ITU. 

Os microorganismos causadores de ITU adquiridos na comunidade e hospitalares são diferentes. A Escherichia coli continua sendo o agente mais comum de ITU, seguido de Proteus spp e Pseudomonas spp. 

Há uma queda do ritmo de filtração dos rins com a idade, mas a idade por si só não altera a indicação do antimicrobiano. Um esquema específico é escolhido baseado na eficiência, tolerância do paciente, apresentação clínica da ITU, função renal, necessidade de antibioticoterapia endovenoso e custo. Se os sintomas são leves, é preferível aguardar o resultado da urocultura. 

A antibioticoterapia oral em geral é efetiva. O antibiótico endovenoso está indicado para pacientes mais graves, com queda de pressão arterial, ou intolerantes a terapia oral (apresentem gastrite ou com distúrbio de absorção intestinal), ou com bactéria que é sabidamente resistente a antibióticos orais disponíveis pelo resultado da urocultura.

A antibioticoterapia profilática é o uso de antibióticos sem estar com infecção no momento, apenas para prevenir novos casos de infecção. Ela é avaliada caso a caso e não deve ser utilizada de forma corriqueira. O nefrologista ou o urologista são os melhores especialistas para indicar esta forma de tratamento.


Autora: Dra. Simone Chinwa Lo

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